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Ivan Freitas

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Ivan Freitas

Gráfico, pintor e muralista. Participou do Clube do Silêncio e foi influenciado pelo Movimento Neoconcreto, sendo pioneiro na arte moderna da Paraíba. Suas obras retratavam paisagens que buscavam mostrar a essência dos espaços.


Naturalidade: João Pessoa – PB / Radicou-se no Rio de Janeiro

Nascimento: 7 de agosto de 1932 / Falecimento: 23 de maio de 2006


Atividades artístico-culturais: Gráfico, pintor, muralista e artista plástico.

Ivan Freitas foi um dos mais bem sucedidos pintores paraibanos. A inspiração, a inventividade e as técnicas usadas para construir suas obras foram aprendidas como autodidata, quando ainda morava em sua terra natal. Suas primeiras telas foram feitas aos 17 anos de idade, época em que trabalhava como gráfico profissional. Começou pintando algumas paisagens locais de João Pessoa e Cabedelo, como praias, casebres de pescadores e vegetações.


No ano de 1956, fez sua primeira exposição, na Biblioteca Pública de João Pessoa, junto a outros artistas paraibanos, que formavam o Clube do Silêncio. Nessa época, suas telas tinham como tema o surrealismo, explorando cenas metafísicas, paisagens desertas e figuras alienígenas, tendo como referências os quadros do pintor italiano Giorgio De Chirico.


Em 1958, mudou-se para o estado do Rio de Janeiro. Um ano depois, instigado pelo Movimento Neoconcreto, que se posicionava contra as correntes artísticas que colocavam a razão como superior à sensibilidade, Ivan se dedicou à arte abstrata e a temáticas que tivessem como inspiração o mundo paralelo do desconhecido, o sobrenatural e a intuição humana, influenciado pelos trabalhos dos pintores Salvador Dali e René Magritte. Foi nesse contexto que o paraibano participou do Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro pela primeira vez.


No ano de 1962, ganhou uma bolsa de estudos e viajou para Paris, onde frequentou a Academia La Grande Chaumière. Na mesma época, fez sua primeira exposição internacional, na Galeria La Cavana, localizada na cidade italiana de Trieste.


De volta ao Rio de Janeiro, participou da mostra “Ivan Freitas, Paris 1963”, na Galeria Barcinsky e na Bienal de São Paulo, onde foi premiado. Teve telas apresentadas no Resumo de Arte do Jornal do Brasil e na exposição “Opinião 65”, o que o tornou um nome respeitado nas artes plásticas brasileiras.


Seu talento percorreu o mundo. O artista participou de exposições individuais nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e João Pessoa, além de mostras internacionais na Argentina, Itália, Uruguai e Estados Unidos. Seus quadros foram apresentados em diversas exibições coletivas no Brasil e em países como França, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Colômbia e Portugal.

A partir de 1969, o paraibano passou uma temporada nos Estados Unidos, motivado pela busca de novos horizontes estéticos. Permaneceu durante três anos no país, patrocinado pelo International Telephone and Telegraph Corporation. Expôs na Pan American Union da cidade de Washington, e na Iramar Gallery de Nova Iorque, em 1971, onde trabalhou um estilo geométrico e linear.


Durante a década de 1980, Ivan Freitas viveu e trabalhou no Rio de Janeiro, pintando telas que retratavam principalmente dimensões alternativas, mundos desconhecidos, arquiteturas oníricas e cenários que se assemelhavam cada vez mais aos seus primeiros quadros. As paisagens sempre foram a temática preferida do artista e tiveram como traço marcante a ausência de figuras humanas e o uso de cores frias, que tinham como objetivo mostrar a verdadeira essência dos espaços.


O paraibano também ficou consagrado como muralista, cuja obra mais impressionante é a tela gigante que está na parede externa da Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro, com um comprimento de mais de 1.000 metros quadrados. Pintado em 1984, reproduz a imagem de um dos prédios vizinhos da construção e fez parte do primeiro Projeto Arte nos Muros.

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