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Rodrigues Lima

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Rodrigues Lima (1974) “Se trata muito além de um excelente pintor, cuja técnica refinada expõe sua maestria com os pincéis, tracejos, cores, volumes e perspectivas. Configura-se como um apaixonado cultor de sonhos, um marquês defensor das terras oníricas de sua gloriosa Itatuba. Que usa seu cavalete como escudo, e seu pincel como lança em uma batalha éterea em busca de eternizar as visões de sua infância em meio ao horizonte acolhedor e fértil das resplandecentes serras, vales, várzeas e riachos. Onde de forma sábia e proposital o Criador escolheu para que viesse ao mundo, quase um jardim do éden, mas sem a parte negativa da serpente e do pecado. Rodrigues vai além da mera representação da paisagem, acrescenta á composição, perspectivas e nuances provenientes de sua cerne criativa, navegando sutilmente entre o real e o surreal. O que proporciona ao espectador de sua obra um verdadeiro deleite imagético onde a presença de frutas características da região como cajus, mangas, maracujás entre outras aparecem quase sempre em primeiro plano, permitindo uma composição que foca no enaltecimento e valorização de nossa flora, expondo e divulgando um olhar magistral das suas raízes do alto da serra velha. São por essas e outras características que Rodrigues Lima é tido como um dos mais conceituados artistas paisagistas com enfoque na Paraíba deste século, sendo comparado por muitos críticos e estudiosos com os grandes Albert Eckhout e Frans Post, com a notável vantagem de ter nascido nesta radiante terra Paraíba, Itatuba, Serra Velha. Se existe paraíso, as obras de Rodrigues certamente são janelas onde podemos ter o privilégio de um vislumbre de seu esplendor, de uma forma autêntica, aprazível, divina, mas ainda assim humana.”


Emi Garcia - Curador e Promotor De Arte


“Na obra de Rodrigues Lima. A partir de impressões e da memória, é inevitável que o artista se aproxime e recupere a linhagem dos visitantes europeus que aqui estiveram buscando um mapeamento humano e da variada natureza brasileira. Contrariamente ao mero registro, o artista de João Pessoa (PB) não quer apenas revelar retratisticamente o que a paisagem lhe oferece. Busca compor estilisticamente uma natureza idealizada em cores que enfatizam a miríade do verde e operam a luminosidade de forma a potencializar as qualidades de físicas e metafísicas para o homem, do espaço paradisíaco.”


Jorge Anthonio e Silva APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes Professor de Estética no Programa de Pós-Graduação em Comunicação em Cultura da UNISO Universidade de Sorocaba (SP

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