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Juliana Xukuru

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Juliana Xukuru (1985) “Juliana Xukuru transfigura em sua arte, a mais sublime essência, não apenas em termos de desdobramentos imagéticos, mas em uma vocação nata de defender e dar continuidade ao seu chamado de verdadeira guardiã do legado do povo Xukuru. Em cada traço, na leveza e na dança lírica de suas figurações, Juliana compõe suas obras com iconografias que remetem diretamente ao universo dos povos indígenas, e com total propriedade, é algo visceral de sua memória viva, da memória viva coletiva do seu povo, elementos que representam natureza, liberdade, espiritualidade e tradição. Certamente uma artista que está construindo uma trajetória sólida e fervorosa e que já demonstra em cada passo que dá, o deslumbre de uma carreira brilhante”


Emí Garcia - Curador e Promotor De Arte


“É da nossa prática, dos povos indígenas, entendermos a arte como algo essencial do nosso cotidiano, por exemplo o nosso toré, que é uma cerimônia religiosa e tem dança, canto e faz parte da nossa religião”


Juliana Xukuru - Artista e Ativista


“Seu trabalho sobrepõe temporalidades e subjetividades em busca de memórias como histórias inacabadas e comoventes baseadas em seu próprio corpo e no de outras mulheres de sua etnia. Apresenta a vida como uma narrativa na busca de vestígios, da necessidade de recorrer a outras mulheres para criar a sua própria história.”


Dra. Maria Emília Sardelich - Professora e Pesquisadora


Juliana Xukuru, ou Juliana Alves Xukuru, (1985), originária do Território Xukuru Ororubá, Pesqueira, Pernambuco. Artista Visual indígena e ativista pertencente ao povo Xukuru Ororubá e Xukuru de Cimbres. Mestra em Artes Visuais pelo Programa Associado de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Pernambuco (PPGAV UFPB/UFPE). Licenciada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 2016. Atualmente integra o Grupo de Pesquisa em Ensino de Artes Visuais (GPEAV), da UFPB, e o projeto Culturas de Antirracismo na América Latina (CARLA), sediado na Universidade de Manchester, no Reino Unido, que aproxima uma rede de universidades na América do Sul: a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Nacional da Colômbia (UNAL) e a Universidade Nacional de San Martin (UNSAM). É filiada da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP). Integrante do Projeto de Pesquisa Ciência e Arte Indígena e Nordeste - CAIN. UFPE e Artista do coletivo Levante Nacional Trovoa. Como artista, docente e investigadora compromete-se com o ativismo curatorial e a crítica cultural a partir da virada decolonial, questionando referenciais hegemônicos eurocêntricos impostos pela invasão colonial sobre as terras indígenas; Os modos de vida em interação com a natureza sagrada e os encantados, os deslocamentos forçados das mulheres Xukuru e suas famílias e as consequências das tentativas de apagamento por meio da violência sobre o corpo-território ( limolaygo ) das mulheres indígenas, sobretudo do Nordeste do Brasil, fazem parte do seu repertório de pesquisa e ativismo

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