Elpídio Dantas

Naturalidade: São Bento – PB
Nascimento: 8 de setembro de 1953 / Falecimento: 9 de fevereiro de 2017
Dotado de uma enorme capacidade de transbordar emoções em traços difusos e pragmáticos no que chamamos de abstracionismo, Elpídio é um dos maiores artistas abstratos que o Brasil pode produzir, embora tivesse criado em outros gêneros, esse é oque mais o marcou, a combinação dos traços nos remete a simplicidade do movimento e ao mesmo tempo a intensidade das cores nos transporta pra um mundo metafísico onde a matéria flui viva em meio ao caos, tentando tomar forma e achar seu espaço, podemos fazer uma analogia com nossa vida, muitas vezes somos tomados por um turbilhão de pensamentos e emoções que nos fazem mergulhar no caos existencial, mas desse caldeirão de ideias e emoções é que surgem as mais criativas decisões, então lhe convido a mergulhar um pouco nesse universo e apreciar essa incrível obra, desse inesquecível artista paraibano que com certeza deixou sua marca na história.
Emí Garcia - Curador e Promotor De Arte
"Atividades artístico-culturais: Pintor, ilustrador, desenhista e chargista.
Exposições: Galeria Pedro Américo, em João Pessoa (1977); Expomatex, em João Pessoa (1978); MAAC, em Campina Grande (1980); Galeria Vivarte, em João Pessoa (1980); 1º Centenário da Cidade, em Brejo do Cruz (1981); Palácio das Artes, em Belo Horizonte (1983); Itaú Galeria, em Brasília (1983); Galeria Gamela, em João Pessoa (1984); Museu de Arte da UFC, em Fortaleza (1985); Biblioteca Pública, em Brejo do Cruz (1986); Escritório de Arte da Paraíba (1987); Beco 31, em Campina Grande (1987); Galeria Gropius, em Portugal (1992); Espace Arcade Place, em Rouen, na França (1992); Espace Berri Ponthieu, em Paris (1992); Clube Vitatop/Porte Maillot, em Paris (1992); Hall do Hotel Tambaú, em João Pessoa (1977); I Salão Universitário, em Cajazeiras, na Paraíba (1978); II Salão Universitário em João Pessoa (1979); Salão das Madonas, em Olinda, Pernambuco (1979); Festival de Arte de Areia, na Paraíba (1981); Galeria Gamela, em João Pessoa (1983); Artistas Paraibanos, na Galeria Aloísio Magalhães, em Recife (1984); Mostra Inaugural na Filial da Galeria Gamela, em João Pessoa (1985); Galeria Transarte, em João Pessoa (1987); Prix Internacional de Peinture, em Deauville, na França (1991); 28° Grande Prêmio Internacional de Pintura, em Cannes-Sûr-Mer, na França (1992); Alumbramentos, no Hall de Exposições Energisa, em João Pessoa (2009); Exposição Permanente no Museu José Lins do Rego, em João Pessoa.
Elpídio Dantas da Rocha Neto nasceu no sítio Logradouro, em São Bento, mas desde muito cedo foi morar em Brejo do Cruz, onde conheceu a arte. Em 1974 passou a viver em João Pessoa. Teve seu primeiro contato com o universo da pintura através da professora Maria Olívia Maia, daquela cidade.
Ainda em criança, começou a desenhar com carvão a lenha sobre as paredes de sua casa e com um bastão de madeira nos bancos de areia do Riacho Trovão. O artista trabalhou também na agricultura com os irmãos e fabricou esculturas de ex-votos para fiéis.
Iniciou sua carreira em 1976 ao ingressar no jornal O Norte como desenhista do Departamento de Arte e chargista de temáticas políticas. Em 1977 fez a sua primeira exposição na antiga Galeria Pedro Américo. A partir de então, passou a dedicar-se mais à pintura.
Como artista plástico, Elpídio Dantas viajou por todo o Brasil. Nos anos de 1980 começou a apresentar seu trabalho em outros países, como Estados Unidos, França e Portugal. Realizou exposições coletivas e individuais, além de ter recebido inúmeras premiações. “É extremamente importante ter essa oportunidade de poder mostrar o que você produz na sua terra e levar lá para fora e mostrar para outras culturas, para outros povos”, comemorava.
As obras de Elpídio Dantas passeavam pelo figurativo e o abstrato, com sensibilidade e garra. As cores fortes e tropicais também eram as marcas do pintor. De uma família de 14 irmãos, foi o único artista. O seu filho Lupicínio Dantas também seguiu a carreira do pai.
O paraibano desenvolvia o seu trabalho através de pinturas em óleo e acrílico sobre tela, esculturas e xilogravuras. Para o escritor pernambucano Gilberto Freyre, Elpídio é um artista que “com suas telas vibrantes, apresenta-se deslumbrando por esplendores de ambientes tropicais”.
De forma simples e pungente, o jornalista e escritor paraibano Luiz Augusto Crispim também definiu a arte de Elpídio Dantas. “Cercada de uma exuberância floral, pousam as cores do artista com a leveza de um colibri. Nada mais. É tudo quanto lhe cabe na tela. O mais acontece por conta da obra em si mesma e graça dos deuses que apreciam o jeito de pintar do rapaz”.
